Conta PJ e maquininha para MEI: como escolher quando você está começando (e quando nem precisa)

Conta PJ e maquininha para MEI: como escolher quando você está começando (e quando nem precisa)
Quem acabou de abrir o MEI quase sempre esbarra nas mesmas duas dúvidas logo de cara: preciso de uma conta separada pro negócio? e preciso de maquininha de cartão?
A resposta curta é: depende do seu caso — e em alguns deles, a resposta honesta é não, ainda não precisa. Neste post a gente responde as duas perguntas de forma direta, mostra o que olhar antes de contratar qualquer coisa e indica as opções que fazem sentido pra quem está começando.
MEI pode continuar usando a conta pessoal?
Pode. Não existe lei que obrigue o MEI a ter conta PJ — você pode receber pelos seus clientes na sua conta de pessoa física normalmente.
Mas tem um porém que pega quase todo mundo: misturar o dinheiro do negócio com o dinheiro pessoal é a maior fonte de bagunça financeira do MEI iniciante. Quando o Pix do cliente cai na mesma conta do seu salário, do presente da sua mãe e da mensalidade da academia, você perde a noção de quanto o negócio realmente fatura.
E isso tem consequências práticas: o MEI tem um limite de faturamento de R$ 81.000 por ano. Quem não separa as contas só descobre quanto faturou quando vai fazer a declaração anual — e às vezes descobre que passou do limite sem perceber, o que gera imposto retroativo e dor de cabeça.
A boa notícia: hoje existem contas PJ totalmente gratuitas, que você abre pelo celular em minutos. Não há mais aquela história de tarifa mensal de banco que comia o lucro. Ou seja: separar as contas deixou de ser um custo e virou só uma decisão de organização.
Conta PJ gratuita: o que olhar antes de abrir
Se você decidiu separar as contas (boa decisão), os critérios que importam de verdade pra um MEI são poucos:
- Zero mensalidade — não aceito menos que isso. Conta PJ paga só faz sentido pra empresa grande.
- Pix gratuito e ilimitado — é como a maioria dos seus clientes vai te pagar.
- Emissão de boleto — útil se você vende pra outras empresas ou parcela serviços.
- App simples — você vai usar no corre do dia a dia, não precisa de mil funções.
Um detalhe que pouca gente sabe: várias maquininhas de cartão já vêm com conta PJ gratuita embutida. Ou seja, dependendo do seu caso, você resolve as duas coisas — conta e recebimento por cartão — numa contratação só. Falamos disso já já.
Você realmente precisa de maquininha?
Aqui vai a parte que quase nenhum post de internet te conta: talvez você não precise.
Se o seu caso é esse, pode pular a próxima seção sem culpa:
- Você presta serviço pra clientes fixos e conhecidos, e todo mundo te paga por Pix ou transferência.
- Você vende só online, e o pagamento acontece por link ou Pix antes da entrega.
Pra esses perfis, a maquininha vai ficar na gaveta. Guarde o dinheiro.
Agora, se você se encaixa em algum destes cenários, a conversa muda:
- Você vende presencialmente pra desconhecidos — feira, balcão, evento, porta a porta. Sempre vai aparecer cliente que só anda com cartão, e cada "não aceito cartão" é uma venda perdida na sua frente.
- Seu ticket é mais alto e o cliente quer parcelar — cliente que parcela compra mais. É comportamento comprovado: a possibilidade de dividir destrava compras que o Pix à vista não destravaria.
Se você está nesse segundo grupo, vale investir. E a pergunta vira: qual?
As 3 opções que fazem sentido pra quem está começando
Pesquisamos o mercado pensando no MEI que está no início — pouco volume, pouco caixa pra investir, necessidade de simplicidade. Em vez de uma tabela gigante de taxas (que muda toda hora e só confunde), organizamos por perfil: encontre o seu e siga a seta.
Ton — pra quem vende presencial e quer começar gastando pouco 🏷️ nossa escolha pra maioria
A maquininha de entrada do Ton (T1) é uma das mais baratas do mercado, sem aluguel nem mensalidade — você paga uma vez e ela é sua. As taxas são competitivas e o app é direto ao ponto.
Contra honesto: o Ton é focado em receber pagamentos. A parte de "banco" do app existe, mas é mais simples que a dos concorrentes — se você quer uma conta PJ completa junto, a próxima opção faz mais sentido.
Veredito: se a sua dúvida é "qual a primeira maquininha da minha vida", é essa. É o menor investimento pra começar — e se o negócio crescer, trocar depois é fácil.
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InfinitePay — pra quem quer maquininha + conta PJ completa num lugar só
A InfinitePay junta as duas coisas que este post discute: a Maquininha Smart com taxas agressivas e uma conta PJ gratuita robusta, com Pix e boletos ilimitados sem custo. Se você chegou até aqui querendo resolver conta e recebimento de uma vez, é a tacada única.
Contra honesto: a Maquininha Smart custa mais caro na entrada do que a T1 do Ton. Se o seu caixa está apertado e você só precisa aceitar cartão de vez em quando, o investimento inicial pesa.
Veredito: se você quer fechar conta PJ + maquininha numa contratação só e tem fôlego pro investimento inicial, é essa.
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Mercado Pago Point — pra quem já vive no ecossistema Mercado Livre
Se você já vende no Mercado Livre ou usa o Mercado Pago no dia a dia, a Point se encaixa naturalmente: o dinheiro das vendas presenciais cai na mesma conta, na hora, e a marca é conhecida — o que passa segurança pro cliente na hora de inserir o cartão.
Contra honesto: nos planos de recebimento rápido, as taxas costumam ser menos competitivas que as das duas opções acima. Você paga pela conveniência do ecossistema.
Veredito: boa escolha se você já está dentro do mundo Mercado Livre. Se não está, as duas anteriores ganham no custo.
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Resumindo: não existe "a melhor maquininha" — existe a melhor pro seu momento. E se mesmo assim você ficou na dúvida, vá de Ton: é o menor investimento pra errar barato.
⚠️ Taxas e preços de maquininha mudam com frequência. Os valores exatos você confere no site oficial de cada uma — e recomendamos fazer isso antes de fechar.
O erro que quase todo MEI novo comete (e não tem a ver com maquininha)
Escolher onde receber é importante. Mas tem um erro mais silencioso e mais caro que a maioria dos MEIs novos comete: não anotar o que entra e o que sai, separado por forma de pagamento.
As consequências aparecem depois, todas de uma vez:
- Você não sabe quanto já faturou no ano — e o limite de R$ 81.000 do MEI não avisa quando estoura.
- A declaração anual (que todo MEI precisa entregar até maio) vira um quebra-cabeça de extratos e memória.
- Você não sabe se o negócio dá lucro de verdade ou se está só girando dinheiro.
Foi exatamente pra isso que criamos a Donus: você registra suas vendas em segundos, vê quanto já faturou no ano com alerta automático do limite MEI, acompanha o DAS e chega na declaração anual com tudo pronto — sem precisar entender de contabilidade.
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Perguntas frequentes
MEI paga mensalidade em conta PJ? Não precisa pagar. Existem várias contas PJ totalmente gratuitas, sem mensalidade e com Pix ilimitado. Se algum banco te oferecer conta PJ paga, recuse — pra MEI, não compensa.
Posso ter maquininha no CPF, sem CNPJ? Algumas empresas vendem maquininha pra pessoa física, sim. Mas com o CNPJ do MEI você costuma conseguir condições melhores e mantém o dinheiro do negócio organizado e separado.
Quanto custa ser MEI por mês? O único custo obrigatório é o DAS, a guia mensal que junta INSS e impostos. O valor é fixo e reajustado anualmente baseado no salário mínimo vigente. Em 2026, com o salário mínimo a R$ 1.621,00, a contribuição fixa do INSS é de R$ 81,05, acrescida de R$ 1,00 para comércio/indústria (ICMS) e/ou R$ 5,00 para prestadores de serviço (ISS) — totalizando entre R$ 82,05 e R$ 87,05 por mês.
MEI é obrigado a emitir nota fiscal? Só quando vende ou presta serviço para outra empresa (CNPJ). Pra pessoa física, a emissão é opcional — mas o registro da venda continua sendo essencial pro seu controle.
Qual maquininha tem a menor taxa pra MEI? As taxas mudam o tempo todo e variam por plano de recebimento (na hora vs. em 30 dias). Em vez de decorar números, use os critérios deste post: investimento inicial baixo, sem mensalidade, e o plano de recebimento que combina com seu fluxo de caixa.
O que é um MEI?